domingo, 30 de outubro de 2011

Constrictam Vitae

O desespero corroe meu corpo
E o coração corrompe,
Invadindo pouco a pouco
Aloucura chama meu nome.

Avistando o tênue véu,
Quase alcançando a paz,
Tuas lágrimas me acorrentam a esta sina
E o outro mundo me deixa pra trás.

As orações e súplicas
Fortalecem cada vez mais
Às correntes que me prendem
Aos ossos que sufocam.

Cada gota de sangue
Que não me deixa morrer
Eu derramo sem pena
Para não mais viver.

Recolha suas memórias,
Deite-as em uma lápide
E a noite em sua glória
Espalhará a verdade.

O céu e o inferno
Não passam de ilusão,
Então entregue meu corpo
Ao abraço da escuridão.

Minhas palavras viram cinzas
E são sopradas ao vento,
Então entregue minha alma
Para o repouso eterno.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Entrevista com o Vampiro -"Damned Vampire & Gothic Divine"

Olá, seres da noite! Desculpem a demora, mas os estudos estão tomando quase todo o meu tempo. Enfim, voltando ao que interessa, eu fiz um vídeo do filme "Entrevista com o Vampiro", inspirado em um dos "Contos Vampirescos" da grande Anne Rice, com a música "Damned Vampire & Gothic Divine" da nossa deusa Tarja Turunen. Espero que gostem, Bloodykisses!
video

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um olhar para o abismo.


Acompanhada pelas sombras,
Apagados os meus rastros,
Sopradas brisas maliciosas,
Tulipas envenenadas.

Memórias se remontam enfim,
Então se despedaçam em mim,
Enquanto a solidão a minha volta
Me leva de volta para os braços teus,
Prendendo os meus
E me impedindo de te guiar para casa.

Deixe-me sentir sua pele outra vez,
Para que os Deuses renovem sua alma cansada.
Mas me vejo afundando novamente
Enquanto o mar me envolve
Em suas asas decadentes.

Vozes me sussurram que eu finalmente fracassei,
A mancha escura em mim
Revela a maldição que eu herdei.
Junte o que de mim restou,
Pois a verdade me cegou.
Agora, minhas feridas abertas
Sangrarão eternas.

Deixe-a repousar,
Grande deusa do mar,
Que a noite guarde seu segredo em paz.
Soprado ao vento,
Aquele sofrimento
Que este corpo não pode sentir mais.

Afinal, não poderá mais ser aberto
O grande portal,
Que eu me sacrifiquei para selar.